Estou com essa porcaria de crítica sobre o ensino de norma falada ou norma culta engasgada na garganta. Tenho vontade de gritar que são todos um bando de alienados, ignorantes, proliferadores de notícias errôneas e descontextualizadas, que tem como único ...intuito causar polêmica e desabonar o ensino do nosso país. Só quem estudou e estuda a língua tem direito de falar com propriedade sobre o assunto. Ou você vê por aí alguém dando pitaco em procedimentos médicos? NÃO!!! Todos se acham professores, todos se acham senhores da razão quando o assunto é educação, mas não conhecem a realidade daqueles que estão em sala de aula, sejam professores, sejam alunos. Mas quando veem uma reportagem da Rede Globo, senhora de nossas vidas, que mostra a relaidade de escolas escolhidas a dedo, mostra o salário e formação de professores, todos se tornam críticos de educação. CHEGA DE PALHAÇADA! CHEGA DE FICAR OUVINDO ESSAS BABOSEIRAS QUE SÃO VEICULADAS NA TV E DISSEMINÁ-LAS POR AÍ, POR FAVORRRRRRR!!!! BUSQUEM EMBASAMENTO PARA SUAS CRÍTICAS!!!! Com relação ao "polêmico" livro que "ensina a falar errado" (ai, que absurdo ouvir isso dessa gente idiota!), segue o trecho de uma crítica feita sobre um real especialista, um cara que estudo a língua a vida toda para falar com autoridade sobre o assunto e se deu o trabalho - como não fizeram os jornalistas que polemizaram o tema - de ler todo o artigo do livro:
"(...) Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje. Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento(...)"
(Marcos Bagno, Polêmica ou ignorância?, Carta Capital, 17 de maio de 2011)
Enfim, é só um desabafo.
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