sexta-feira, 20 de maio de 2011

Calem-se!!!

Estou com essa porcaria de crítica sobre o ensino de norma falada ou norma culta engasgada na garganta. Tenho vontade de gritar que são todos um bando de alienados, ignorantes, proliferadores de notícias errôneas e descontextualizadas, que tem como único ...intuito causar polêmica e desabonar o ensino do nosso país. Só quem estudou e estuda a língua tem direito de falar com propriedade sobre o assunto. Ou você vê por aí alguém dando pitaco em procedimentos médicos? NÃO!!! Todos se acham professores, todos se acham senhores da razão quando o assunto é educação, mas não conhecem a realidade daqueles que estão em sala de aula, sejam professores, sejam alunos. Mas quando veem uma reportagem da Rede Globo, senhora de nossas vidas, que mostra a relaidade de escolas escolhidas a dedo, mostra o salário e formação de professores, todos se tornam críticos de educação. CHEGA DE PALHAÇADA! CHEGA DE FICAR OUVINDO ESSAS BABOSEIRAS QUE SÃO VEICULADAS NA TV E DISSEMINÁ-LAS POR AÍ, POR FAVORRRRRRR!!!! BUSQUEM EMBASAMENTO PARA SUAS CRÍTICAS!!!! Com relação ao "polêmico" livro que "ensina a falar errado" (ai, que absurdo ouvir isso dessa gente idiota!), segue o trecho de uma crítica feita sobre um real especialista, um cara que estudo a língua a vida toda para falar com autoridade sobre o assunto e se deu o trabalho - como não fizeram os jornalistas que polemizaram o tema - de ler todo o artigo do livro:
 
"(...) Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje. Da mesma forma, nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento(...)" 
(Marcos Bagno, Polêmica ou ignorância?, Carta Capital, 17 de maio de 2011)
 
Enfim, é só um desabafo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ENFIM...


ENFIM, depois de muito tempo, consegui apresentar a proposta de trabalho aos alunos. Como já desconfiava (e alguns amigos de trabalho já e haviam alertado), trabalho que dá trabalho gera reclamação. Mas, num geral, houve uma boa aceitação.
Agora, eu estou ansiosa por ver o resultado. Sei da capacidade imensa que aquelas "criaturas" têm e tenho certeza que coisas maravilhosas sairão daquelas cabecinhas.
Na próxima semana, indicarei os livros que deverão ler e que servirão de base para suas "críticas literárias". Fiz uma lista de 23 obras e entre os títulos que elegi, estão os meus queridos "Meu pé de Laranja Lima", do José Mauro de Vasconcelos (a primeira obra que me fez chorar), "A droga da Obediência", "O anjo da morte" e "A marca de uma lágrima", do admirado Pedro Bandeira (sou fã de carteirinha das obras dele). 



Mas há outros livros muito bons e espero que façam uma boa escolha, que vá de encontro com aquilo que precisam. 
Estou muuuuuuuuuuuuuuuito ansiosa, mas conseguirei sobreviver.
Beijo grande a todos. Até a próxima!



domingo, 5 de setembro de 2010

Meu primeiro post



Pois é. Aqui estou eu me rendendo a mais um dos milhares de recursos da internet.
Eu nunca quis ter um blog (na verdade, continuo sem querer), porque não sou muito de expor coisas da minha vida e não acho que as coisas que penso são tão interessantes às outras pessoas. No entanto, a vida de professor nos leva a "mares nunca dantes navegados".
Na última semana, assumi algumas turmas com a árdua e emocionante missão de fazer adolescentes encontrarem - em meio a Scraps e twittadas - algum prazer em ler um livro: são as benditas aulas de Literatura. 

A primeira aula foi bacana em todas as turmas. Falamos um pouco sobre o que é literatura - uma definição simples, só para que estivessem a par do que faríamos naquele curso. E o primeiro trabalho foi proposto (e aceito não sem certa reclamação, claro), e nele os alunos deveriam fazer algo muito simples: ler um livro e descrever a sensação, o sentimento gerado pela leitura. 
Como acontece todas as vezes em que eu assumo turmas novas, não paro de pensar no que vou fazer e sou atacada por um turbilhão de ideias de como posso tornar as aulas o mais divertidas e interessantes possível, não só para os alunos, mas para mim também. 

Enquanto tentava me esquivar das ideias mais comuns, um questionamento veio e me acertou em cheio: O que os meus alunos, em sua maioria, mais gostam do que ficar na internet? Nada. Então, A ideia surgiu: Por que não pedir a eles que criem um blog no qual possam comentar os livros lidos durante o semestre? Afinal, estarão fazendo a "lição de casa" num ambiente no qual já estão acostumados e adoram. Além disso, dessa maneira, não apenas eu como professora de Literatura, mas também colegas, pais e os demais professores teriam acesso ao material por eles produzidos.
Discuti a ideia com alguns amigos que acharam interessante e resolvi arregaçar as mangas.
Antes de mais nada, eu precisava descobrir como se cria um blog para que pudesse posteriormente ensinar às minhas "criaturas amadas" como fazê-lo. E é aí que começa a história desse blog. Espero que aquela galera se empolgue com o projeto tanto quanto eu estou empolgada.
   Vamos ver o que acontece a partir daqui.